Aprenda espanhol antes de inglês

O Brasil é um país latino por origem, por ter sido colonizado por um país de língua latina, Portugal; por isso, como Portugal tem e teve uma grande relação cultural com a Espanha, não apenas pela similitude da língua, mas por interesses diversos da coroa espanhola, seria interessante que o país tivesse mais relação com o resto da América Latina do que com os países que estão muito mais distantes.

O Brasil de fala portuguesa, está cercado totalmente por países de fala espanhola, mas ao invés de os brasileiros terem primeiro o interesse de se comunicarem com estes, eles já querem aprender inglês e se relacionar com aqueles que estão mais distantes.

É totalmente compreensível o interesse, não só dos brasileiros, mas do mundo em querer falar inglês, pois é conhecida como uma língua “econômica”, isto é, uma língua que ajuda no trabalho e na realização profissional. Mas mesmo pensando assim, seria muito mais proveitoso se aprendessem, além desta língua, o espanhol, para a comunicação e integração com estes países vizinhos.

Em hipótese alguma chego a dizer para alguém não aprender o inglês, mas para dar menos importância a sua característica econômica e começar a dar mais importância a integração com os países vizinhos, que muitas vezes pode ser muito mais produtivo culturalmente e sentimentalmente, por isso, por essa diferença entre essas duas línguas, que, talvez o espanhol seja melhor ser aprendido antes do inglês.

Mas sabemos que no nosso mundo capitalista aquilo que ajuda mais economicamente e profissionalmente, é dado mais importância do que aquilo que trará uma vida mais próxima de seus semelhantes, neste sentido é totalmente compreensível está preferência e caberá a cada um dos brasileiros se isso é mesmo tão importante.


Bibliografia:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/geral/47087/luta+de+classes+nao+deve+ser+luta+de+odio+diz+ex-presidente+uruguaio+pepe+mujica.shtml

A sociedade Barasana

Os Barasana são indígenas que fazem parte do grupo linguístico Tukano, que se localizam na fronteira brasileira com a Colômbia, que mostram uma organização hierárquica de forma incomum e vivem na região do Pira-Parana ou em Uaupés. Eles consistem em uma serie de grupos exogâmicos, os quais cada um fala uma língua diferente, que são unidos pelas relações de casamento.

As comunidades exogâmicas Barasana, compreendem seus grupos de forma patrilinear, cujos seus membros seriam descendentes de uma sucuri ancestral. Isto é, no mito existem cinco filhos de uma sucuri, estes são irmão, que são diferenciados pela ordem de seus nascimentos. Cada um destes cinco irmãos tem diferentes sibs, organizados por uma relação fixa entre irmão mais velho ou mais novo, desta forma, estes sibs, se relacionam diretamente com alguma ocupação do indivíduo ou papel no ritual. Os sibs são organizados de forma que, no seu topo estão os chefes, depois os dançarinos e cantores, os mantedores de tradição, os próximos são os guerreiros, depois, os xamãs e os últimos, os servos; este é o corpo para diferenciar o papel de cada indivíduo nesta sociedade.

A ordem desta sociedade é extremamente especifica e por isso, aqueles sibs que seriam de forma do topo da escala, estariam mais do lado do rio; os sibs inferiores estarão nas cabeceiras, nas regiões mais afastadas do rio, para que não haja uma mistura entre as duas divisões. O fato de um indivíduo ter nascido em um sib superior, não quer dizer que diretamente sua ocupação será a determinada por ele, pois essa é de sua própria escolha; também, vale lembrar, que um indivíduo de um determinado sib, não se sente superior ao de outro, pois todos têm a mesma importância no todo da aldeia.

A maloca dos Barasana é dividida de diferentes maneiras, os homens são um dos grupos desta divisão, eles sempre vão sair por um lado dela, que é diferente da parte que vai sair a mulher. No interior da sociedade os homens estão, como irmãos, divididos de forma patrilinear, organizados pela ordem de nascimento, sendo o primeiro que nascer, isto é, o filho mais velho, do sib superior e dos outros sibs, vão sendo aqueles que vão nascendo depois dele, até que o mais novo seja do sib mais inferior.

Os homens são divididos da seguinte forma: velhos, homens casados com filhos, homens jovens, iniciados, mas ainda não casados, crianças, não iniciados e ainda vivendo com suas mães. Também estão formadas por famílias nucleares, que as compõe a cada momento que um homem jovem se casa.

Para os Barasana a maloca é a representação do mundo, com a estrutura dele, ela é a representação dessa, pois o teto é o céu, os esteios as montanhas que suportam o céu e o piso a terra. Elas ainda têm um eixo leste-oeste, nos quais os homens saem por leste, virados para a agua e é a entrada da frente e o oeste é a saída das mulheres, que é a para o Pira-Parana, com a parte para a terra. Os seres humanos dentro da casa, são equivalentes aos he masa, que são os primeiros humanos, os filhos da sucuri ancestral e ancestrais do ápice dos diferentes sibs, (aqueles cinco filhos, que comentei anteriormente). Os nomes patrilineares são dados entre duas gerações diferentes e estes são os mesmo dos primeiros ancestrais, os he masa.

O ato de nascer, se dá normalmente, mas depois há um rito, pois, os primeiros seres humanos, saíram do rio para a terra para serem distribuídos, por isso, este movimento é repetido várias vezes, sendo trazidos do rio para dentro da casa, entrando pela porta leste, eles são distribuídos com os velhos no centro e nas periferias.

No he wi, que é o rito principal dos Barasana, a ordem que se coloca é a de que os homens jovens estão vivos, os velhos, que tocam flautas, estão mortos e as crianças, que estão com as suas mães, por assim dizer, as mulheres, são os não vivos. Para os Barasana, a morte é o pré-requisito da continuidade, pois para a passagem de cada parte descrita assim, para eles, deve haver uma morte, devido a que, essa, está ligada ao mito da sucuri, que teve que morrer para que nascessem seus filhos das cinzas; este é conhecido como o mito de Jurupari.

Assim, devido ao mito da sucuri e ao mito, a morte durante este mundo, é pré-requisito para a existência de qualquer Barasana, por isso estes são mortos vivos, pelo fato de a morte ser o começo de uma continuidade para a imortalidade, pois a morte não é o final, como podemos ver pelo nome, que é passado nas gerações, porque aqueles que passam seus nomes aos novos, estarão mortos (figurativamente), por isso, se o corpo morre, não quer dizer que ele morreu, pois continuará em outro corpo e assim por diante.

Racismo em São Paulo

O Brasil é um país racista desde sua descoberta, sendo totalmente contra os negros, vindos da África como escravos e dos índios que já viviam nestas terras; um foi usado como um importante meio de produção dos grandes donos de engenho durante o Brasil colônia e parte de República, o outro, foi catequizado e trabalhavam para pagar os anos que não tinham conhecido o deus dos europeus.

Histórias a parte, devemos ver o caso de Dandara na Zona Norte de São Paulo, não como um fato isolado, mas como a cotidianidade da vida das pessoas negras numa das maiores cidades do mundo; seria importante mostrar alguns pontos, como a visão da polícia sobre o negro, muitos criticam as ações da polícia americana, por exemplo no estado do Texas, mas deixa de ver o racismo em seu próprio país, no qual o branco adolescente fumando maconha é muitas vezes, só autuado e levado pra casa dos pais, ou nem isso, já o negro adolescente é preso ou agredido, por estar fazendo a mesma coisa que o adolescente branco.

Observando o caso de Dandara, isto está escancarado, pois pelo fato dela ser negra, levou a que ocorresse o comentado por ela, mas sua ação pode ter sido perigosa de não ter sido indiferente e enfrentado o racismo explicito que estava sofrendo, mostrou o que todos os negros deviam fazer, por ela não ter mudado, não ter sido complacente, abaixado a cabeça e ido embora, mesmo sendo agredida cruelmente como foi e quando chegou a polícia, acreditaram mais nos brancos do que nela, só pelo fato dela ser negra e no preconceito ela não estava ali para comprar, mas para roubar.

Por mais que a indiferença possa ser uma coação do preconceito sobre o indivíduo, ela pode ser importante para que ele se proteja e não seja agredido, mas isso não muda o fato de que ele deve encontrar maneiras de mudar todas as situações como essa, (que se tornaram corriqueiras) da forma que ele achar mais segura e efetiva.

A pesar dela ter sido agredida, no final, por ter encontrado uma pessoa da família que passava no momento que ela estava discutindo com a polícia, acabaram vendo que estava com a razão, mas não fizeram nada com o dono da loja ou o segurança, que chegou a ameaça-la depois do ocorrido; sua atitude foi importante e pode ser um exemplo aqueles que sofrem diariamente o preconceito racial no país, mostrando que não devem ficar de cabeça baixada, mas se posicionar contra aqueles que querem tirar conclusões precipitadas só pelo fato dela ser negra e acabam não fazendo por medo de que a agressão seja pior do que a deste acontecimento. Continuar lendo

Mulher

– Esconde esse absorvente
Essas espinhas
Arranca esses pelos
Da um jeito nesse seu cabelo duro
Mal cuidada
Porca

Feche esse sorriso
Sua mãe não te ensinou
Sobre o perigo de andar sorrindo na rua?
Abaixa essa cabeça
Para de encarar
Você esta chamando atenção
Assim vão achar que você esta dando mole

Delicia
Gostosa
Oh la em casa
Fecha essa boca e não reclama
Saiu de casa de saia curta
Camisa decotada
Maquiagem
Sem um homem
Tem que aguentar

Como assim não sabe cozinhar?
Você é mulher
Tem que cuidar do lar
Como assim não quer engravidar?
Você é mulher
Tem que engravidar

Faculdade? Viagem?
Mas você é mãe
Tem que cuidar
Abriu as pernas, agora não adianta
Largar na creche
Irresponsável

Mãe solteira?
O pai foi embora?
Não sabe quem é o pai?
Transou sem camisinha
Vai ter que aguentar
Vadia

Esse roxo ai
Tenho certeza que apanhou
Que teu marido te bateu
Mas você mereceu
Provocou ele
Você sabe que não pode se levantar
Mulher tem que ser submissa
O homem é que comanda o lar

Ah, mas que criança linda
É uma menina?
Toma aqui esse vestidinho rosa
Essa coberta de florzinhas
Pinta o quarto de rosa
Um rosa bem bonito
Porquê mulher é monocromática durante a infância

Ih, chegou a menarca
Essa vai dar trabalho
Ensina pra ela a se valorizar
Mulher tem que se dar ao respeito
Fala pra ela não deixar ninguém ver esse absorvente
Esse sangue sujo

Vai ter que começar a usar sutiã
Os mamilos estão aparecendo pela camisa
Que coisa horrível
Adolescente descuidada
A mãe dessa ai não ensinou nada

Foi estuprada?
Morreu no processo?
Devia estar pedindo
Sem sutiã, andava sozinha
Aquele batom vermelho
Aquela bunda enorme
Não sabe que menina tem que ficar em casa?
Deu sorte pro azar

Não foi educada
A mãe era solteira
O pai estava é certo de ir embora
Se ela era assim com a filha, imagine com o marido

Não foi respeitada
Opressão?
Imagine

Olha lá a mãe dela
Na beira do caixão
Olhando pro rosto da filha
Sem cor, sem vida
Um futuro morto antes mesmo do nascimento
Filha de mãe solteira
Sem pai, sem respeito

Morreu tão jovem
Aos 17
Uma menina tão linda
Maldita sociedade
Espero que a mãe dela aprenda a lição
E não tenha mais filhos

Suicídio?
Mas ela poderia ter começado uma vida nova
Agora que tinha perdido a filha
Poderia terminar a faculdade
Arrumar um emprego
Mas era uma fraca
Era mulher
O destino, a vida, as possibilidades
As pessoas
Cavaram a cova e jogaram ela lá dentro

Vitimismo? Preconceito?
Abuso? Agressão?
Cala essa boca e vai lavar uma louça
Você tem uma delegacia só sua
Tem seus direitos
Não luta na vida
(Mas luta na rua)
Não morre na guerra
(Mas morre em casa)

– Cintia Duarte Montilla

Rose Steinmetz via Mari Lopes

Os caçadores da empresa

A série lançada em 2015, conhecida pelo nome de “Killjoys” é praticamente uma junção de Dark Matter com Star Wars, pois em uma outra galáxia é onde os principais moram e nelas eles voam em vários planetas buscando pessoas para a Companhia, que é a lei desta galáxia.

Se desenrolando com os trabalhos de um grupo de dois Killjoys, que são os caçadores de recompensa de um grupo conhecido com RAC, que fazem um trabalho privado para a Companhia, levam pessoas para ela por toda a galáxia, por um belo preço.

O grupo aumenta, após o irmão do parceiro dela, resgata-lo de um pedido de assassinato para ela, desta forma o grupo se tornou um trio. Este trio, continua pela galáxia fazendo seu serviço e ganhando dinheiro.

Mas em um momento, descobrem que a empresa para a qual trabalham tem uma intenção maior do que a que todos pensávamos e é, talvez, não deixam claro, algo contra a Companhia, que entre suas ações, criou um planeta e colocou pessoas lá para que trabalhassem por sete gerações em condições terríveis, para depois se tornarem o que dizem na série, como: classe média.

É uma série muito boa para quem gosta de ficção científica, mas também curte muita ação e tramoias entre empresas em uma galáxia diferente e distante; vejamos a primeira temporada, para depois sabermos o que passará na segunda, que tem muito o que contar e para acontecer.